eNTÃO...
São 15h13. Ouço "Agradecimento". Não consigo deixar de pensar que daqui uma semana tudo estará consumado. A paróquia da qual faço parte terá comemorado seus 25 anos. Será o fim de um ciclo no qual ingressei há apenas oito meses. Será também o início de um novo ciclo!
Meu sentimento é de gratidão a Deus. Não há uma justificativa humana que explique a razão de eu estar aqui e agora. Por que justamente nesse momento? Quiçá um dia Deus responda! Já caí de paraquedas em momentos eclesiais importantes noutros lugares. Fatalmente, com minhas limitações, inexperiência e inseguranças, percebi-me forçado a tomar decisões e a assumir responsabilidades.
Talvez esse seja meu carma! Rsrsrs... Aceito, embora nunca me acostume. Estou feliz e ansioso. Confiante na graça de Deus. Realizado pelos amigos, companheiros e cúmplices que fiz ao longo desses meses e durante essa caminhada rumo ao Jubileu. Confesso suspeitar haver sabotadores em nosso meio. Repito um antigo chavão ouvido nos tempos de adolescência: "o Judas se enforca sozinho". A mim cabe esperar a justiça divina!
No mais, a comunidade construiu muito nesses últimos meses! Foram coisas simples, mas significativas. E penso que o melhor foi a boa vontade demonstrada por tanta gente que vestiu a camisa e abraçou conosco a essa projeto. Gente nova surgiu. Alguns antigos desistiram. Velhos amigos reapareceram. Todavia o passo se manteve e a linha de chegada se aproxima. Não sei como será essa semana, mas a confio nas mãos de Deus. Amém.
domingo, 6 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
MIGRAÇÕES
eNTÃO...
São 21h08. Ouço o novo cd de Aline Barros. Constantemente aparecem pessoas pedindo alguma doação para voltarem pra casa. É difícil acreditar. Tem cada história impossível, que nem Silvio de Abreu escreveria na novela das sete. Paciência, é o ofício dessa gente. Nós é que devemos estar atentos e espertos.
Há algumas semanas vi um desses migrantes feliz por ter conseguido uma passagem. Ele contava feliz ao vendedor que uma boa alma lhe ajudara. Como eu conhecesse quem o contemplara, não sei se se tratava realmente de boa alma. Hoje, vislumbrei o sorriso doutro desses andarilhos das estradas. Ele dizia: "nem acredito que estou finalmente voltando pra casa". Sorriso e olhar pareciam verdadeiros. Mas, como canta Joanna, "alguma coisa não me convenceu".
Todavia, confesso ter-me compadecido ao imaginar a dureza desse tipo de vida. Estar longe da família, de casa, dos amigos de outrora, só no mundo, à beira de uma estrada, à merce de sol e chuva, ansioso pela bondade de uns e temeroso da maldade de outros. Ademais, doeu-me visualizar os olhos desconfiados daqueles para quem se pedira um socorro. Pior ainda ouvir a dureza e o preconceito evidentes na negativa oriunda de tantos lábios.
Triste vida ou vida triste? Sei lá. Quando adolescente senti vontade de tornar-me mendigo. Não se assuste, querido e fiel ledor: eu sou assim mesmo, penso de tudo e em tudo! Só por Deus, né? Que a Providência Divina cuide desses irmãos peregrinos, dos bons e dos não bons. Que o Senhor não nos permita fazer-lhes mal, nem eles a nós. Amém.
São 21h08. Ouço o novo cd de Aline Barros. Constantemente aparecem pessoas pedindo alguma doação para voltarem pra casa. É difícil acreditar. Tem cada história impossível, que nem Silvio de Abreu escreveria na novela das sete. Paciência, é o ofício dessa gente. Nós é que devemos estar atentos e espertos.
Há algumas semanas vi um desses migrantes feliz por ter conseguido uma passagem. Ele contava feliz ao vendedor que uma boa alma lhe ajudara. Como eu conhecesse quem o contemplara, não sei se se tratava realmente de boa alma. Hoje, vislumbrei o sorriso doutro desses andarilhos das estradas. Ele dizia: "nem acredito que estou finalmente voltando pra casa". Sorriso e olhar pareciam verdadeiros. Mas, como canta Joanna, "alguma coisa não me convenceu".
Todavia, confesso ter-me compadecido ao imaginar a dureza desse tipo de vida. Estar longe da família, de casa, dos amigos de outrora, só no mundo, à beira de uma estrada, à merce de sol e chuva, ansioso pela bondade de uns e temeroso da maldade de outros. Ademais, doeu-me visualizar os olhos desconfiados daqueles para quem se pedira um socorro. Pior ainda ouvir a dureza e o preconceito evidentes na negativa oriunda de tantos lábios.
Triste vida ou vida triste? Sei lá. Quando adolescente senti vontade de tornar-me mendigo. Não se assuste, querido e fiel ledor: eu sou assim mesmo, penso de tudo e em tudo! Só por Deus, né? Que a Providência Divina cuide desses irmãos peregrinos, dos bons e dos não bons. Que o Senhor não nos permita fazer-lhes mal, nem eles a nós. Amém.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
EXPERIÊNCIAS VITAIS
eNTÃO...
São 13h35. Ouço Ney, num cd só com letras do Chico: dois artistas indispensáveis. Estou devendo alguns textos para os leitores do blog: um sobre o caquizeiro, um sobre abraço, um sobre vida noturna. Escreve-los-ei, aguardem e confiem. Hoje soube do suicídio de um amigo: que sensação ruim.
Meus dias andam corridos. Tenho trabalhado bastante, graças a Deus. "É a melhor forma de garantir o leitinho das crianças", rsrsrsrs... Mas vejam, ontem tive a oportunidade de jantar com o arcebispo de Cascavel. A família que o recepcionou convidou-me e fui. Numa casa simples, de gente humilde, cujo carinho e atenção valeram-nos como jóias preciosas. Vitória verdadeira não é ter milhões no banco e sim ter Deus no coração. Não há novidade nesta afirmação, porém é sempre bom recordá-la.
Estar com aquela família foi-me evangelizador. Estar com tão ilustre epíscopo também. Ele é famoso em Jacaré Pequeno, porém é de um tempo em que eu ainda não residia aqui. Encontrei-me com ele em outras oportunidades, sempre, contudo, em ocasiões formais. É um homem muito agradável, ao menos informalmente...
Tenho tentado deixar Deus falar comigo nessas situações de vida. Desejo aprender coisas novas a cada dia: tanto acadêmica quanto vivencialmente. O sorriso, o olhar, as lágrimas, os anseios, a boa vontade, o sofrimento, a esperança, o acolhimento, a rejeição, o desprendimento, a partilha, as sugestões, as críticas, os erros, os acertos, enfim, tudo me influência, faz-me pensar, faz-me rezar... Parece loucura tem horas. Concluo com versos de Gonzaguinha: "é assim o meu jeito de viver o que é amar".
São 13h35. Ouço Ney, num cd só com letras do Chico: dois artistas indispensáveis. Estou devendo alguns textos para os leitores do blog: um sobre o caquizeiro, um sobre abraço, um sobre vida noturna. Escreve-los-ei, aguardem e confiem. Hoje soube do suicídio de um amigo: que sensação ruim.
Meus dias andam corridos. Tenho trabalhado bastante, graças a Deus. "É a melhor forma de garantir o leitinho das crianças", rsrsrsrs... Mas vejam, ontem tive a oportunidade de jantar com o arcebispo de Cascavel. A família que o recepcionou convidou-me e fui. Numa casa simples, de gente humilde, cujo carinho e atenção valeram-nos como jóias preciosas. Vitória verdadeira não é ter milhões no banco e sim ter Deus no coração. Não há novidade nesta afirmação, porém é sempre bom recordá-la.
Estar com aquela família foi-me evangelizador. Estar com tão ilustre epíscopo também. Ele é famoso em Jacaré Pequeno, porém é de um tempo em que eu ainda não residia aqui. Encontrei-me com ele em outras oportunidades, sempre, contudo, em ocasiões formais. É um homem muito agradável, ao menos informalmente...
Tenho tentado deixar Deus falar comigo nessas situações de vida. Desejo aprender coisas novas a cada dia: tanto acadêmica quanto vivencialmente. O sorriso, o olhar, as lágrimas, os anseios, a boa vontade, o sofrimento, a esperança, o acolhimento, a rejeição, o desprendimento, a partilha, as sugestões, as críticas, os erros, os acertos, enfim, tudo me influência, faz-me pensar, faz-me rezar... Parece loucura tem horas. Concluo com versos de Gonzaguinha: "é assim o meu jeito de viver o que é amar".
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
ABRAÇO
eNTÃO...
São 17h04. Ouço Sarah Vaughan. Certa vez disseram que "o amado jamais será capaz de entender a razão de ser amado". Essa afirmação fez-me pensar vários dias. O que há em mim que possa tornar-me querido de alguém? O que há em outrem que possa torná-los queridos meus?
De quando em quando fico memorando como conheci ou como aproximei-me de determinadas pessoas. Com algumas vivi situações inusitadas, com outras, momento totalmente naturais. Que designio divino fez com que esta e esta pessoa se fizessem tão especiais para mim? Será que existe uma resposta?
São 17h04. Ouço Sarah Vaughan. Certa vez disseram que "o amado jamais será capaz de entender a razão de ser amado". Essa afirmação fez-me pensar vários dias. O que há em mim que possa tornar-me querido de alguém? O que há em outrem que possa torná-los queridos meus?
De quando em quando fico memorando como conheci ou como aproximei-me de determinadas pessoas. Com algumas vivi situações inusitadas, com outras, momento totalmente naturais. Que designio divino fez com que esta e esta pessoa se fizessem tão especiais para mim? Será que existe uma resposta?
Eu e minhas questões! Reflito, na verdade, o seguinte: como é bom saber que entre tantas pessoas no mundo, algumas parecem destinadas a integrar a vida da gente. Olhando de perto, tais indivíduos talvez nem tenham algo de tão especial ou raro. Todavia conseguiram o grande feito de nos cativarem de tal forma que chega a parecer-nos impossível imaginar a vida sem elas.
Proponho ao querido ledor que liste, ao menos mentalmente, as pessoas em sua vida que se encontram nessa situação: indispensáveis: no seu aniversário, no seu msn, no seu orkut, na agenda do seu celular, na hora das suas dúvidas, mesmo no seu momento de descanso.
Esse rol, provavelmente, não seja grande. Mesmo pequeno, é especial, néh? E por essa relação, faço nova proposta: que tal rezarmos uma Ave Maria em gratidão a Deus por essas vidas tão simples e tão incomparáveis?
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
COMPROMISSO SOCIAL
eNTÃO...
São 06h29. Ouço Pe. Cleidimar. Faz tempo que não escrevo, né? O tempo anda escasso. A dengue tem se aproximado. O número de amigos enfermos cresce a cada dia. Temos rezado. É, todavia, muito preocupante essa situação. Digo: uma doença que, em tese, se controla com boa higiene, tem-nos forçado a comprar veneno, citronela, pulseiras, etc...
Como fazer para que as pessoas se conscientizem? Claro que muitos dos contaminados podem ter sua residência impecávelmente limpa. O mais distante cidadão do município, contudo, poderia ser a causa do mal estar de qualquer um. Que doidera! Essa epidemia acaba nos fazendo, mais uma vez, entender como estamos intimamente ligados uns aos outros. O erro de um prejudica a todos, assim como o acerto de apenas um beneficia também a todos.
Percebe-se, tristemente, através da situação atual, que a indiferença e a ignorância findam por reinar entre nós. A cultura do "dá nada não" ou do "isso não vai acontecer" enraíza-se mais e mais. Pior é imaginar que maus hábitos estejam de tal modo inseridos no comportamento rotineiro que esclarecimentos, explicações e mesmo súplicas estatais e sociais não consigam mudá-los. É a ferrugem que corrói os elos dessa grande corrente chamada humanidade.
Que fazer? Continuar lutando pela boa formação de consciência da população. Investir em educação. Investir em saneamento. E rezar muito, muito mesmo. Pedir que Deus nos converta. A tentação pelo mais fácil e menos responsável é presente na vida de todo cristão. Oxalá não caiamos nessa e nosso comportamento jamais se torne um risco à saúde ou à vida de outrem. Grande abraço a todos, com sincero desejo de saúde e proteção.
![]() |
| Citronela |
Como fazer para que as pessoas se conscientizem? Claro que muitos dos contaminados podem ter sua residência impecávelmente limpa. O mais distante cidadão do município, contudo, poderia ser a causa do mal estar de qualquer um. Que doidera! Essa epidemia acaba nos fazendo, mais uma vez, entender como estamos intimamente ligados uns aos outros. O erro de um prejudica a todos, assim como o acerto de apenas um beneficia também a todos.
Percebe-se, tristemente, através da situação atual, que a indiferença e a ignorância findam por reinar entre nós. A cultura do "dá nada não" ou do "isso não vai acontecer" enraíza-se mais e mais. Pior é imaginar que maus hábitos estejam de tal modo inseridos no comportamento rotineiro que esclarecimentos, explicações e mesmo súplicas estatais e sociais não consigam mudá-los. É a ferrugem que corrói os elos dessa grande corrente chamada humanidade.
Que fazer? Continuar lutando pela boa formação de consciência da população. Investir em educação. Investir em saneamento. E rezar muito, muito mesmo. Pedir que Deus nos converta. A tentação pelo mais fácil e menos responsável é presente na vida de todo cristão. Oxalá não caiamos nessa e nosso comportamento jamais se torne um risco à saúde ou à vida de outrem. Grande abraço a todos, com sincero desejo de saúde e proteção.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
CAMINHADA
eNTÃO...
São 07h02. Acordei antes das seis. Ouço "Agradecimento". Há um ano eu estava de mudança. Deixava o colo da mãe Imaculada para viver no roseiral da jovem de Lisieux. Aquele dia será inesquecível. Tudo mudou tanto de lá pra cá! Eu deixava boa companhia, um ministério agradável, uma comunidade que me realizava. Um ano depois, ainda sinto com pesar meu itinerário...
Esse último ano foi um tempo de crescimento. Acho que minha fé aumentou a custo de muitas lágrimas. Seis meses lá, seis aqui, vejo que poderia cantar com Elis Regina "nada será como antes". Nunca é. Creio e preciso crer no Reino de Deus. É a utopia que me sustenta. Há horas em que me identifico com a mulher adúltera: jogado num centro, com acusadores e pedras em volta. Conforta-me o olhar misericordioso de Jesus. Sim, o olhar, não o coração.
Entrei num trem andando. Nele estou. Vultos importantes viajaram por aqui, cujas sombras sempre se imporão. Quem sou eu numa história de 25 anos e com tantos dinossauros? Só mais um que passarei por aqui. E há quem diga que passarei logo. Quiça essa seja a razão para que a família que melhor me acolheu nem more aqui.
Existe, no entanto, dentro de mim, um adulto obstinado e um menino sonhador. Sou um homem grato a Deus e feliz por ser quem sou. O amor do Senhor ensinou-me a amar-me. Meus textos, às vezes, parecem depressivos, né? Rsrsrsrsrs... Espero não passar essa idéia, o que sou na verdade é reflexivo, pensador, "inquieto e inquietante". Talvez morra com saudades do ninho aconchegante da Igreja Mãe, mas jamais deixarei de bater minhas asas pelos ares que o Senhor me indicar.
Esse texto dispensa comentários. Não escrevamos nem falemos sobre ele. Ele diz tudo.
Amigos e fiéis leitores, Deus abençoe a todos.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
PALAVRÕES
eNTÃO...
São 21h32. Estou com fome e ouvindo "Agradecimento" na linda voz de duas jovens muito simpáticas e talentosas. Escrevo na noite do domingo, mas o texto vai pro blog apenas na tarde de segunda!
Há pouco, pelo msn, me perguntaram se estava bem. Respondi "mais ou menos". Por quê? Existe muita gente chata no mundo! E é verdade: tem mesmo. Esse assunto fez-me relembrar algo de que às vezes nos esquecemos. Essa gente chata é importante. São nosso trampolim para o céu. É aprendendo a amá-las que conseguiremos nos aproximar de Deus. Mega desafio, né?
Quando mencionei as pessoas chatas para esse meu contato, confesso que estava sentindo um desejo enorme de dizer uns pesados palavrões, aqui, sozinho no meu quarto. Não os disse! Graças a Deus. Dei-me conta, depois, ouvindo essa música, que também há gente legal. Essas meninas gravaram com tanta boa vontade, não só porque pedi, mas também por amor à paróquia que frequentamos. O arranjo foi feito com o melhor daquele rapaz!
Se os chatos talvez merecessem palavrões, não os receberão, ao menos de mim. Afinal, a verdade é que eu sou bem chatinho também. Já os legais têm minha gratidão, meu respeito, meu carinho. Aqueles que estão dispostos a somar são, de fato, pessoas cujo coração está cheio de Deus. E creio que, se são minoria, não são, de forma alguma, poucos.
São 21h32. Estou com fome e ouvindo "Agradecimento" na linda voz de duas jovens muito simpáticas e talentosas. Escrevo na noite do domingo, mas o texto vai pro blog apenas na tarde de segunda!
Há pouco, pelo msn, me perguntaram se estava bem. Respondi "mais ou menos". Por quê? Existe muita gente chata no mundo! E é verdade: tem mesmo. Esse assunto fez-me relembrar algo de que às vezes nos esquecemos. Essa gente chata é importante. São nosso trampolim para o céu. É aprendendo a amá-las que conseguiremos nos aproximar de Deus. Mega desafio, né?
Quando mencionei as pessoas chatas para esse meu contato, confesso que estava sentindo um desejo enorme de dizer uns pesados palavrões, aqui, sozinho no meu quarto. Não os disse! Graças a Deus. Dei-me conta, depois, ouvindo essa música, que também há gente legal. Essas meninas gravaram com tanta boa vontade, não só porque pedi, mas também por amor à paróquia que frequentamos. O arranjo foi feito com o melhor daquele rapaz!
Se os chatos talvez merecessem palavrões, não os receberão, ao menos de mim. Afinal, a verdade é que eu sou bem chatinho também. Já os legais têm minha gratidão, meu respeito, meu carinho. Aqueles que estão dispostos a somar são, de fato, pessoas cujo coração está cheio de Deus. E creio que, se são minoria, não são, de forma alguma, poucos.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
INTERCESSÃO
eNTÃO...
São 16h06 do sábado, mas postarei apenas na tarde do domingo. Ouço 14Bis. De casa, ouvi o som de alguns jovens orando. Que sensação gostosa! Jovens, belos, num sábado à tarde, com toda a boa intenção, buscando a Deus.
Um primeiro pensamento seria o de raridade? Não se vê tal fato com frequência! Valorizo-os por isso. Não obstante, creio que seu maior valor não está em fazer o que poucos fazem, e sim na obstinação positiva.
Fascina-me a capacidade destes jovens de disporem-se ao Reino. Têm: limitações, medos, angustias, sonhos, incertezas... são jovens. Uma candura peculiar, um desejo sincero e uma beleza divina permeia seu sorriso e seu olhar. Os percalços do dia a dia, por mais que os abale, não os desvia de caminho de seu Deus.
São-me sinais. Recordam minha juventude, com meus altos e baixos: respeitadas as devidas anacronias, claro. Alertam-me para minha maturidade e exigem de mim uma postura próxima, embora sempre distinta. Ufa... Conviver com os jovens "né brinquedo não". Embora seja bom.
Escrevi muito de novo! Perdão! Só quero findar dizendo ao SACODJE que permaneça firme. Vocês não vão acertar sempre, porém tentem sempre. Vocês não vão conseguir tudo o que desejam, todavia lutem por tudo. Vocês não vão ter todo o espaço que merecem sempre, entretando na maioria das vezes hão de conseguir. Contem comigo. Vamos lá. Tamo junto e misturado! Abraço.
| SACODJE |
Um primeiro pensamento seria o de raridade? Não se vê tal fato com frequência! Valorizo-os por isso. Não obstante, creio que seu maior valor não está em fazer o que poucos fazem, e sim na obstinação positiva.
Fascina-me a capacidade destes jovens de disporem-se ao Reino. Têm: limitações, medos, angustias, sonhos, incertezas... são jovens. Uma candura peculiar, um desejo sincero e uma beleza divina permeia seu sorriso e seu olhar. Os percalços do dia a dia, por mais que os abale, não os desvia de caminho de seu Deus.
São-me sinais. Recordam minha juventude, com meus altos e baixos: respeitadas as devidas anacronias, claro. Alertam-me para minha maturidade e exigem de mim uma postura próxima, embora sempre distinta. Ufa... Conviver com os jovens "né brinquedo não". Embora seja bom.
Escrevi muito de novo! Perdão! Só quero findar dizendo ao SACODJE que permaneça firme. Vocês não vão acertar sempre, porém tentem sempre. Vocês não vão conseguir tudo o que desejam, todavia lutem por tudo. Vocês não vão ter todo o espaço que merecem sempre, entretando na maioria das vezes hão de conseguir. Contem comigo. Vamos lá. Tamo junto e misturado! Abraço.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
REAÇÃO
eNTÃO...
São 00h19. Ouço André Valadão. Devia estar dormindo. O Pe. Monsenhor Souza me disse algo interessante ontem. Mencionei estar arrumando minha sala de trabalho, uma vez que muita "tranqueira" lá estava depositada. Ele, engraçadinho, falou: "Você precisava reagir, né? Se não acabaria se sentindo uma tranqueira".
E o intuito do comentário era jocoso. Todavia fiquei pensativo. Há pessoas que fazem com que nos sintamos porcaria mesmo. Quem nunca se sentiu um lixo após ser mal tratado, desrespeitado ou ignorado? Horas ruins das quais muito frequentemente preferiríamos não nos lembrar. Mas sempre lembramos, com dor no coração e uma pontada aguda e dolorida de mágoa.
A sala ficou toda reviravoltada. Para organizar, necessitei desorganizar. Tirar tudo das gavetas, espalhar pelo chão e sobre a mesa. Olhar, separar, distinguir, valorar e desvalorar, destinar. Ufa... sei lá quando terminarei, entretanto vou em frente. É minha reação!
Sim, é mister tomar atitude. Sem violência, colocar cada coisa em seu devido lugar. Não somos nem podemos nos deixar tratar ou misturar a tranqueira alguma. E se para defender nossa dignidade for necessário bagunçar tudo primeiro, baguncemos!
São 00h19. Ouço André Valadão. Devia estar dormindo. O Pe. Monsenhor Souza me disse algo interessante ontem. Mencionei estar arrumando minha sala de trabalho, uma vez que muita "tranqueira" lá estava depositada. Ele, engraçadinho, falou: "Você precisava reagir, né? Se não acabaria se sentindo uma tranqueira".
E o intuito do comentário era jocoso. Todavia fiquei pensativo. Há pessoas que fazem com que nos sintamos porcaria mesmo. Quem nunca se sentiu um lixo após ser mal tratado, desrespeitado ou ignorado? Horas ruins das quais muito frequentemente preferiríamos não nos lembrar. Mas sempre lembramos, com dor no coração e uma pontada aguda e dolorida de mágoa.
A sala ficou toda reviravoltada. Para organizar, necessitei desorganizar. Tirar tudo das gavetas, espalhar pelo chão e sobre a mesa. Olhar, separar, distinguir, valorar e desvalorar, destinar. Ufa... sei lá quando terminarei, entretanto vou em frente. É minha reação!
Sim, é mister tomar atitude. Sem violência, colocar cada coisa em seu devido lugar. Não somos nem podemos nos deixar tratar ou misturar a tranqueira alguma. E se para defender nossa dignidade for necessário bagunçar tudo primeiro, baguncemos!
Querido e fiel leitor, não me considere anarquista, por favor. Apenas me entenda bem: misturar-se e esquecer-se na massa, anulando-se, sem razão, é um crime contra si mesmo. Repito: sem violência! Incluo: sem arrogância, sem competições, sem vaidade exacerbada, saibamos ser com o outro, oferecendo e recebendo o devido respeito. Assim seja, ao menos entre nós cristãos. Abração pra todos.
NA ETERNIDADE
eNTÃO...
"Na eternidade": há três anos ouço essa música e emociono-me!
Quando, com 20 anos, saí de casa, mamãe forçou-me a telefonar toda semana. Amiúde irritei-me com isso, boicotei ligações. Que tristeza... Queria poder falar com ela agora! Narrar meus sentimentos, meus medos e cansaço. Mencionar todas essas mudanças. Podia contar-lhe qualquer coisa, mesmo as que não entendesse. Pois me sentiria contemplado e acolhido com certeza.
Que saudade de seus poucos cabelos. Do cheirinho do shampu de bebê que, às vezes, usava. De deitar-me a seu lado na cama. De coçar-lhe as costas e cortar-lhe as unhas. De cozer o macarrão que ela gostava tanto. De beijar-lhe as bochechas e abraçá-la apertado. Coisas que na época pareciam tão pequenas e, em certas ocasiões, até incômodas, fazem tanta falta hoje...
Sendo simples e pobre, ela me ensinou a rezar. Lia histórias bíblicas pra mim quando eu era criança. Deu-me o testemunho de uma devoção mariana intensa e pura. Incentivou-me e aconselhou-me. Acreditou em mim mais do que eu jamais poderei acreditar. Esperou em Deus quando ninguém mais esperava. Apostou no impossível até o último instante de sua vida.
Tinha seus pecados e suas limitações, sim, mas foi a melhor mãe que eu poderia ter. Embora seja tranquilo em relação à morte, tenho saudades. Confesso essas coisas sem vergonha de cair naquele lugar comum que todos repetem: "dê valor às pessoas que ama já, não deixe pra depois". O depois pode não existir. Consola-me a crer que em Deus nos reencontraremos logo. Amém.
"Na eternidade": há três anos ouço essa música e emociono-me!
Quando, com 20 anos, saí de casa, mamãe forçou-me a telefonar toda semana. Amiúde irritei-me com isso, boicotei ligações. Que tristeza... Queria poder falar com ela agora! Narrar meus sentimentos, meus medos e cansaço. Mencionar todas essas mudanças. Podia contar-lhe qualquer coisa, mesmo as que não entendesse. Pois me sentiria contemplado e acolhido com certeza.
Que saudade de seus poucos cabelos. Do cheirinho do shampu de bebê que, às vezes, usava. De deitar-me a seu lado na cama. De coçar-lhe as costas e cortar-lhe as unhas. De cozer o macarrão que ela gostava tanto. De beijar-lhe as bochechas e abraçá-la apertado. Coisas que na época pareciam tão pequenas e, em certas ocasiões, até incômodas, fazem tanta falta hoje...
Sendo simples e pobre, ela me ensinou a rezar. Lia histórias bíblicas pra mim quando eu era criança. Deu-me o testemunho de uma devoção mariana intensa e pura. Incentivou-me e aconselhou-me. Acreditou em mim mais do que eu jamais poderei acreditar. Esperou em Deus quando ninguém mais esperava. Apostou no impossível até o último instante de sua vida.
Tinha seus pecados e suas limitações, sim, mas foi a melhor mãe que eu poderia ter. Embora seja tranquilo em relação à morte, tenho saudades. Confesso essas coisas sem vergonha de cair naquele lugar comum que todos repetem: "dê valor às pessoas que ama já, não deixe pra depois". O depois pode não existir. Consola-me a crer que em Deus nos reencontraremos logo. Amém.
Assinar:
Postagens (Atom)






