quarta-feira, 25 de março de 2020

ONDE ESTÁ O MAL ???

eNTÃO...

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Ledores, fiquei anos sem postar? Que loucura.

Há uma semana alguém descobriu meu blog e insistiu por um novo texto. Prometi fazê-lo e eis-me aqui. Pensei muito em escrever a respeito do Covid19, do Presidente Jair, da Quarentena, resolvi, no entanto, evitar isso hoje. Fato é que a quarentena merece umas duas meias dúzias de textos. Quem sabe no futuro.

Respondam-me: onde está o mal, naquele que fala ou naquele que ouve? Calma, queridos ledores, vou explicar. Sabem aquele momento em que o falante quer elogiar, agradar, estreitar os laços com o ouvinte, mas este, a cada nova palavra ouvida, mais se ofende e mais se irrita? Se nunca estiveram na pele de um desses fictícios personagens, rendam graças. Confesso e não nego, já estive na pele de ambos em não raras vezes.

Fico me perguntando quem seria o mais chato. O que fala, sem perceber que incomoda, não percebe sua ação inoportuna. Também, todavia, trás no coração a sincera intenção de fazer bem. Ao que ouve e se incomoda, mesmo sabendo que a intenção do outro é boa, falta, no mínimo, benevolência.

Tem solução? Não, não sei responder. Perdoem-me, mas sou incapaz. Bom seria se as partes conseguissem perceber a empatia faltante. Melhor se a alcançassem. 

Beijo no coração de todos.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

PRA QUÊ

eNTÃO...


É ledores, fiquei tanto tempo sem escrever e não é que ao retornar trago um vídeo da mesma cantora da última postagem? Será que me falta diversidade musical? Talvez, sei lá, quem é que sabe?

Ouvi esta canção pela primeira vez esta semana. Se é Gal, gosto e pronto. Isso é fato. Mas prestando atenção na letra, fiquei inquieto. Sim, vivo inquieto. Confesso. Voltemos à canção. Não sei se é resignação, se é frieza, ou verdadeira esperança. Os compositores, Rita Lee e Paulo Coelho, nos perguntam para que sofrer com despedida e dão diversos motivos que justifiquem ser sem razão tal sofrimento.

Mas, afinal, quem nunca sofreu com alguma despedida? Se quem vai leva nem sol e nem treva, ou se alguém chega para ocupar o lugar, ajuda a olhar para frente e perceber que a vida é dinâmica e que enquanto  estivermos na história, teremos novas emoções, o ausentar-se temporária ou definitivamente tatuam a certeza que nada dura para sempre e que ninguém é perene ao nosso lado. Os dois gumes de uma mesma arma branca: a vida.

Identifico nas entrelinhas da música que podemos escolher como encarar as intempéries da própria vida. Depende de nós nos entregarmos ou enfrentarmos as diversas situações que se nos apresentam dia a dia. Rir ou chorar, não poucas vezes, depende exclusivamente de nós. Amargura e expectativa são respostas possíveis quase sempre. O que faz uns optarem por esta e outros por aquela é pseudo-mistério.

Ledores, não quero e nem devo me alongar mais nessas "locurações". Espero que gostem do vídeo. A sonoridade é-me encantadora. Importante mesmo é agradecermos a Deus por aqueles que vieram e por aqueles que estão. Quanto aos que foram, que não nos sejam fonte de sofrimento. Já que o que realmente temos é o presente, que esteja repleto de alegria, esperança e serenidade.

Bjs.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

FERIADO

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Pleno feriado. A sensação que me toma a alma aperta-me o peito. Faz-me sentir o anseio por mais e mais tempo. Um tempo que se foi e não volta. O desejo de abraçar o mundo. Reescrever a história. Fazer de novo. Aspirações vãs. Tudo impossível.

Quase quatro décadas depois daquele janeiro, fazer um balanço é difícil. Confesso considerar tal atividade contábil desnecessária. No entanto, mente e coração tanta vezes se desentendem. E quem sofre? O homem todo inteiro. Afinal, embora a matemática com frequência seja exata, na vida, ganhar e perder se confundem. E nessa hora, como encontrar exatidão?

Ledores, peço-lhes perdão por parecer confuso. Porém sei do que falo. Tanto ficou pra trás. Oportunidades que jamais retornarão. Caminhos que passaram despercebidos pela imaturidade adolescente e juvenil. Decisões marcadas pela crença de um momento. E o que era total revela-se, no tempo, apenas uma parte entre outras muitas que, mesmo somadas, nunca estarão em inteireza.

Cooperaram pra isso raízes já se desenvolvendo quando ainda vivia a condição embrionária. E que luzes poderiam revelá-las antes das filosofias, teologias e experiências humanas que chegaram bem depois? Não, não sei responder. Paciência. Muita calma nesta hora...

Em meio à crise cujo nome não consigo definir (nostalgia? arrependimento? saudade? tristeza? angústia?), consola-me a convicção de que embora o movimento constante leve aqueles que trouxe e extinga aquilo que construiu, há um ente perene, imutável e presente sempre: DEUS.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

RELAÇÕES, SILÊNCIO, VERDADE

eNTÃO...

As relações humanas são sempre surpreendentes. Bate-se o olho em alguém. Sem qualquer justificativa pertinente, sente-se dali um germe de afeição. Trocam-se meia duzias de palavras. "Puxa, gente boa" - é o que se pensa. E os brotos vem. Somente o tempo, porém, revelará o fragor das flores e o gosto dos frutos.

Sim, ledores, falo de modo geral. Por "relações" pode-se imaginar afetos passionais ou fraternos, familiares, profissionais ou lúdicos. Onde há pessoa humana, há naturalmente ambiente sociopolítico. E por mais reservado que um indivíduo seja, ainda assim percebe-se influenciado e influenciante. Não se consegue fugir disso.

Como julgar, todavia, o momento em que silêncio se impõe sobre o que outrora se manifestara com muitas palavras, risos, fotos, brincadeiras, comeres e beberes em parceria?

Creio não haver uma fórmula matemática que elucide com perfeição a dúvida que se nos surge na alma em tais situações. Por vezes se sabe a razão do afastamento. Noutras não. Vale a certeza de que tudo o que se viveu foi verdadeiro no instante exato em que existiu. E apenas tal já dá significado à história passada, impulsionando o presente a construir o alicerce do vindouro que se chega.

Prossigamos! Eis a resposta sempre válida.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

NADA SOBRE NADA

eNTÃO...

Sim, ledores, fiquei bom tempo sem escrever. Não por falta de vontade. Talvez faltou coragem. Muitas coisas quis dizer, mas recuei, repensei, me calei. Motivos? Difícil traduzi-los em signos que representem com alguma proximidade o que são, afinal, compôs Catulo da Paixão Cearense "como definir o que só sei sentir?".

Fato é que tenho me dado conta, quiçá erroneamente, de que não pertencemos a nós mesmos. Somos nossos sem o ser de verdade. Afirmação que, de longe, me lembra Sartre ao condenar-nos à liberdade "infernalizada" pela presença do outro. Senhores soberanos de nossas decisões, sem escape possível do crivo laudatório ou condenatório dos conhecedores das tais escolhas. Sempre em relação e nunca realmente a sós, vemos-nos obrigados a gozar ou chorar dos penetrantes dardos afiados em saliva e atirados contra nós por lábios naturalmente normais.

Há insensíveis que, mesmo alvejados por diversos lados, conseguem gelidamente não sofrer. Há quem se quer se fira. Há também quem se desmonte, quem se desfaça, quem se deprima. Há os que nada percebem. Focados em si mesmos ou em seus projetos, os gritos do derredor pouco ou nada lhes comunica. E há os que são como eu... Mas não os sei caracterizar. Paciência, eis apenas mais um de meus muitos limites.

Sendo assim, calar-me, em tal delicado momento, mostrou-se-me o melhor desafio a encarar. Hoje, porém, a tentação de somar letras e costurar palavras foi mais forte e eis-me aqui a, como dantes, coisa importante alguma dizer. Salve-me a gentileza caridosa deste que seu tempo dedicou a tão atenta leitura. 

Grande abraço, ledores.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

SESSENTA MINUTOS

eNTÃO...

Ledores, voltei. Perdão pelo tempo de silêncio. Meados de janeiro, férias. Fim de janeiro, posse. Creio que já consiga postar semanalmente. Ouço agora alguns clássicos da Harpa Cristã na voz de J. Neto. Sim, são pérolas da música protestante. E daí, meus ouvidos não conseguem ser preconceituosos. Na verdade, eu não consigo. 

Meu coração, confesso, está serenamente apertado. A razão? A de sempre: a vida. Num período de sessenta minutos, ministrei a unção a um senhor de 65 anos que descobriu hoje estar com câncer; chegando de lá, no celular a notícia do falecimento de alguém muito querido; visitando minhas sementeiras, percebi várias plantinhas brotando. E após regá-las, perguntei-me: como pude esquecer-me de ir cortar o cabelo? Aff... A questão real deveria ser: "como pude pensar em cortar o cabelo?".

Calma ledores. Já organizo os pensamentos e clarifico a temática. Vejam a sequência: a luta esperançosa de uma família, a tristeza de outra, e a vida ressuscitando do sepulcro da semente. O dia a dia nos impõe a desafiadora missão de sobreviver. Enquanto sobrevivemos, ao redor de nós, o mundo se renova, alguns movimentos cessam simultaneamente ao iniciar pueril de outros. O tempo segue e em inúmeras situações nas quais mal nos damos conta, podemos nos deixar seduzir por futilidades que cegam, prendem-nos em nós mesmos ao prenderem-nos a elas, impedindo-nos de ver, sentir, e andar pelas trilhas do que realmente é importante.

Não, ledores, cuidar da aparência não é em si futilidade. Fútil é não valorizarmos pessoas e momentos. Fútil é não sermos capazes de colocarmo-nos ao lado do outro, principalmente em suas angústias. Fútil é julgar o outro por nós mesmos, não respeitando suas fraquezas e limites por acreditarmos não as termos. Fútil é esquecer-se que no mundo da materialidade tudo passa, e por isso o eterno é a experiência, boa ou má, gravada na alma.

Enfim, depois de tantas emoções humanas, preocupar-se com canteiros e jardins? Poder-se-ia considerar futilidade. Todavia, ver os frágeis ramos irromperem a terra em busca do sol fez-me repousar a tristeza das experiências na certeza de que mais perto de Deus havemos de estar a cada instante. Que nas lágrimas e nos sorrisos da cotidianidade, a graça de Deus nos conduzam, providencialmente, pelas sendas da salvação à glória dos céus. Amém.

Em tempo, composta por volta de 1841, esta canção é sempre boa de ser ouvida.



terça-feira, 5 de janeiro de 2016

TRANSPARÊNCIA

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Adão justifica ter-se escondido afirmando envergonhar-se da própria nudez. O argumento denuncia a desobediência praticada e desvela a sinistra tramoia que levou a humanidade a perder o paraíso. Ardilosidade da serpente somada a ambição e imprudência humanas deixaram-nos, como herança, o pecado mortal. Daí para aqui, olhar-se jamais voltou a ser a mesma coisa de antes. E momentos há em que, vermo-nos "despidos" gera apenas um impulso: caçar um esconderijo!


Atenção, ledores, entendam bem: as aspas usadas no parágrafo anterior tornam o termo uma metáfora. Tal compreensão é indispensável para que o teor deste texto seja devidamente aproveitado. Prossigamos.

Horas há em que aproximo-me de licitar o inaceitável hábito do uso de máscaras. Embora em algumas ocasiões possam ter a vil finalidade de enganar ou manipular, noutras percebo o caráter protetor que assumem. Escondem humilhantes imperfeições e atuam como poderosos amuletos, encorajando e tranquilizando corações. Apesar de paliativamente, desempenham uma função calmante que permite relações interpessoais serenas, ainda que carentes de certa veracidade.

E já não sei tratar sobre o fato de algumas máscaras serem tão perfeitamente "vestidas" que culminam enganar àqueles que as utilizam. Nem sempre quem nos quer aliciar tem consciência da maldade de seu desejo. Talvez seus atos sejam apenas fruto da mentira na qual creu. Falácia necessária à sobrevivência pacífica consigo mesmo.

Confesso-me incapaz de julgar positividade e negatividade nas proposições apresentadas acima. Destarte, cada um as valore como bem o quiser. Só me resta citar os belos versos da canção "lágrimas doem mesmo quando estão escondidas no olhar".

Bjs.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

AMORES E AMORES ... ... ...

eNTÃO...

Ontem, percorrendo estradas acrianas, um bom papo fez-me a alma viajar pelo tempo até os dias da criação e do pecado original, contemplando as consequências iniciais daquilo que chamo amor. Formados do pó da terra, animados pelo hálito de Deus, presenteados com o Éden e devidamente orientados sobres os riscos de suas decisões, Adão e Eva puderam, não só escolher, como praticar o pecado.

Um intervenção externa impediria essa infelicidade? Quiçá sim. Todavia Deus não interferiu. Omissão? Descaso? Desconhecimento? Simplesmente amor! O sublime "sentimento" não cerceia, não oprime, não domina, não impõe. Assim é que é.

Estranho o modo como algumas pessoas creem ser donas de outras. Fiscalizam. Sondam. Adivinham pensamentos. Exigem senhas de celular e de redes sociais. E se desesperam, perdendo o rumo da vida, em insanas teorias de conspiração. Ciúme sem origem em afetividade e sim em possessão distancia-nos do testemunho de amor do Criador, o qual, por sinal, sente ciúmes de suas criaturas, sem, contudo, tirar-lhes a liberdade.

Quem ama cuida, protege, não quer perder... Para isso, busca, sem subserviências, cativar e recativar a cada dia. Dar-se, sem humilhações, para realizar-se no encontro com o outro que, sabendo acolher no mesmo amor, retribui gratuitamente. Utopia romântica? Talvez seja na possibilidade de vivência perfeita, mas não na construção diária de uma relação maior e melhor.

Oxalá 2016 nos proporcione isso em todos os níveis interpessoais: familiares, fraternos, passionais, etc... Ledores, não sabendo bem como findar o último texto do ano, resolvi eleger um retrato que me diga algo de 2015. Feliz ano pra todos. Bjs.


segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

INEFABILIDADE...

eNTÃO...



Ledores, perdão pelo silêncio destas últimas semanas. Meu álibi é o de sempre: o tempo está escasso. Ontem pensava sobre o processo de bota fora. Embora tendo planejado despedir-me no aeroporto de Cruzeiro do Sul, tudo se encaminhou para que eu percorresse as estradas do estado, passando dois dias por Feijó.

Em 2004, em uma missa de despedida, me fizeram chorar ao dizer que, segundo a bíblia, a terra pisada por um homem de Deus é-lhe dada pelo Senhor. Alguns solos amazônidos muito sagrados tornaram-se meus. E surpreendi-me com isso.

Vivo a descoberta do quanto o que nos é simples e, às vezes, até conscientemente devido, pode ser importante e marcante para outrem. De repente a gente ouve "não há palavras para agradecer tudo o que fez por mim" e se pergunta "mas o que foi que eu fiz?". E nada de pessoalmente extraordinário se apresenta. Fica o silêncio, a dúvida que não maltrata e nem inquieta, mas traz serenidade e solidão.

Sim, solidão. Não no sentido negativo da palavra, se é que possua algum sentido positivo. Creio que este "estar só" desenhe, ainda que imperfeitamente, o sentimento de ser de todos e não ter alguém.

Atenção, ledores e ledoras, não me refiro a qualquer espécie de relação passional. Com melhores palavras: o caminho a percorrer está povoado de pessoas, a força da missão, contudo, faz seguir em frente, encontrando amiúde novas gentes e as deixando também.

O melhor é acreditar que ninguém fica por completo pra traz, assim como nunca levamos tudo de nós adiante. Fica algo, na devida proporção daquilo que levamos. Enfim, estou estranho, mas em paz. Esperançoso e temeroso ao mesmo tempo. Feliz e saudoso. Miscelânea de sentimentos? Pois é, assim sou eu, muito prazer.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

SONHOS, MEMÓRIAS, TEMORES

eNTÃO...

Ledores, na noite de sábado para domingo, tive um sonho simples e estranho. Éramos três em minha fantasia onírica: alguém de quem não me lembro, um antigo colega de turma no seminário e eu. Falávamos sobre mudas de plantas, ele, o colega, conseguira de uma semente, uma planta de dois caules, algo extremamente raro no tipo de árvores que estávamos cultivando. Depois disso, falou sobre o irmão, supostamente residindo no Rio de Janeiro. E finalmente acordei, de madrugada, assustado e com certa ansiedade. Isso porque a sensação, ao despertar, era a de que ele tivesse morrido.

Não costumo me lembrar das cenas visualizadas quando durmo. Nem curto escrever ou falar sobre isso. Menos ainda me interesso por interpretações de sonhos. Creio que o futuro a Deus pertença, cabe-nos cuidar do presente, com boa consciência e sendo nós mesmos. No entanto, fiquei curioso perguntando-me porque tal situação fez-me ver no diálogo um momento de despedida tão intensa como o adeus forçado pela morte. Suspeito de algumas razões.

O que mais me impressionou, porém, foi o fato de o sonho ter-me levado a algumas conclusões fatalistas. A primeira delas é o reconhecer que algumas pessoas nunca crescem. Refiro-me a comportamentos que, por mais que sejam mostrados, falados, exemplificados, os indivíduos não conseguiam ver, ou finjam não ver, e sob este pretexto, continuem a reproduzi-los. Parecer o que não se é? Transformar pessoas em troféus? Já nem sei se infantilidade ou carência afetiva em extremo. Talvez seja eu que já não cresça...

Como lidar com isso? Com os sonhos, pôr os pés no chão, acalmar o coração e reconhecer que não passou de ilusão. Com a realidade, apesar dos temores daquilo que ainda está por vir, permitir-se viver, buscando maturidade e tentando aprender a lidar com o todo ao redor. E isto não é fácil, afinal, quão difícil somos nós. Ou melhor, quão difícil sou eu. Paciência, ledores, "muita 'hora' nesta 'calma'".

Grande abraço. Até breve, se Deus quiser.