sexta-feira, 5 de junho de 2015

ANDREIA'S E EDILAINE'S

eNTÃO...


No auge dos meus 36 anos tenho gasto certo tempo com nostalgia da adolescência. Tempos bons que não voltam! Amigos queridos, que só vejo em fotos do Facebook e muito raramente, povoam minhas lembranças. Entre as lembranças, reencontrei algumas fantasias de futuro que me acompanhavam, alguns amores possíveis e outros impossíveis que aceleravam meu coração e me faziam suar as mãos.

É. Sonhei me casar. Ter ao menos um filho. Buscá-lo na escola. Ajudá-lo com a matemática. Sonhei ter um carro. Ter uma casa melhor do que aquela em que morava. Nada disso aconteceu. Paciência. Isso é o de menos. O mais legal desses dias foi pensar nos romances platônicos que cultivei.

Escrevia longas novelas de cujos personagens principais levavam nossos nomes. Era um passa tempo legal. De vez em quando cogito a possibilidade de retomar uma dessa histórias e transformá-la em um livro de linguagem fácil e enredo realista. Só cogito...

Enfim... onde foram parar tais meninas? Como seria reencontrá-las e poder bater um papo, partilhar a vida, rememorar as peripécias de sala de aula? Perguntas difíceis de responder. Quiçá nunca encontrem solução.

Fato é que cada pessoa em nossa história acaba, querendo ou não, desempenhando um importante papel em nossa jornada de maturação humana. Recordar tais pessoas não me toca como querer voltar ao passado ou corrigir isso e aquilo, mas me toca como celebração de tudo o que vi, ouvi e vivi. São tantas emoções...



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