eNTÃO
São 08h05. Ouço Flávio Venturini. Ontem percebi os colegas de academia parando seu treino para dedicar tempo ao Patolino e ao Papa-léguas. Quando a tv transmite jornal, luta, documentário, ou mesmo futebol, o número de pessoas atentas é mínimo.
Talvez certos desenhos animados consigam, não só despertar a infância adormecida em nós, mas também dar visibilidade a uma utopia entranhada no ser humano. O sonho da vida eterna. Por mais que seja explodido, o Patolino está sempre novo e pronto para enfrentar o Pernalonga. Por mais que caia de precipícios, o Coyote está sempre se reinventando e criando novas formas de correr atrás de seu almoço.
Ah, se todas as batalhas da vida fossem superadas como são superadas as quedas e as dinamites dos desenho looney tunnes, ser-nos-ia tão mais fácil viver, não? Ademais, eles vivem em contenda, mas parecem intimamente amigos. E, por fim, eles dão vazão em atos e palavras a tudo aquilo que qualquer humano teria coerente vergonha de materializar.
O fascínio que exercem quiçá esteja nisso: ser irrealisticamente real o que, enquanto infantes, acreditamos possível e que a maturidade extirpou de nossa mente, mas não de nossos sonhos. É o absurdo belamente apresentado ante nossos olhos...
Sei lá o que estou tentando dizer. Creio que o fundamental é sermos adultos, sem perdermos a beleza da criança dentro de nós. E, por fim, aceitarmos que mesmo sem a imortalidade desses personagens, somos imortais também. Em Deus, nossa vida sempre se renova e persevera. Fiz um balaio de gato, né? Desculpe, o próximo texto há de ser melhor. Abraço.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
MIL DUZENTOS E SEIS
eNTÃO...
São 14h01. Ouço "Melodia Sentimental". Uma senhora música. Lembro-me de tê-la ouvido a primeira vez na minisséria "Hoje é dia de Maria", cantada belamente pelos belos Rodrigo Santoro e Letícia Sabatela. Depois, ouvi na voz da insossa Sandy, que fizera apenas destruir a intensidade da composição de Villa Lobos. Agora, saboreio a marcante interpretação de Ney Matogrosso.
Ontem corri pelas floriculturas da cidade atrás de flores. As lojas estavam movimentadíssimas, afinal, a procura era intensa. Tinha de tudo menos o que eu procurava. Uma senhora tentou de todas as formas que eu comprasse uma cesta de namorados. Precisei dizer, com todas as letras, que não me apeteciam, não me agradavam, que eram feias. E o eram realmente!
Pois bem... Fiquei pensando em quão bonito é ter um relacionamento. Amar e ser amado. Bonito e exigente também. Pois, por mais que se diga que não, sempre se espera do amado uma resposta na mesma medida do nosso amor. Se ele ama menos, nos estressamos ou entristecemos. Se nos ama mais, ficamos gratos, todavia com a sensação de dívida. Nesta ocasião, não raro surge a idéia de desmerecimentou, de peso, fardo nas costas do outro.
Tudo seria bem melhor se apenas amássemos e acolhêssemos o amor que se nos destina, sempre na justa medida: sem ciúmes possessivos ou liberdades indiferentes. Esta justa medida só se pode estabelecer à luz da Palavra e da graça de Deus. Amar do jeito certo, uma utopia humana? Simplesmente, penso que não.
Abraço.
São 14h01. Ouço "Melodia Sentimental". Uma senhora música. Lembro-me de tê-la ouvido a primeira vez na minisséria "Hoje é dia de Maria", cantada belamente pelos belos Rodrigo Santoro e Letícia Sabatela. Depois, ouvi na voz da insossa Sandy, que fizera apenas destruir a intensidade da composição de Villa Lobos. Agora, saboreio a marcante interpretação de Ney Matogrosso.
Ontem corri pelas floriculturas da cidade atrás de flores. As lojas estavam movimentadíssimas, afinal, a procura era intensa. Tinha de tudo menos o que eu procurava. Uma senhora tentou de todas as formas que eu comprasse uma cesta de namorados. Precisei dizer, com todas as letras, que não me apeteciam, não me agradavam, que eram feias. E o eram realmente!
Pois bem... Fiquei pensando em quão bonito é ter um relacionamento. Amar e ser amado. Bonito e exigente também. Pois, por mais que se diga que não, sempre se espera do amado uma resposta na mesma medida do nosso amor. Se ele ama menos, nos estressamos ou entristecemos. Se nos ama mais, ficamos gratos, todavia com a sensação de dívida. Nesta ocasião, não raro surge a idéia de desmerecimentou, de peso, fardo nas costas do outro.
Tudo seria bem melhor se apenas amássemos e acolhêssemos o amor que se nos destina, sempre na justa medida: sem ciúmes possessivos ou liberdades indiferentes. Esta justa medida só se pode estabelecer à luz da Palavra e da graça de Deus. Amar do jeito certo, uma utopia humana? Simplesmente, penso que não.
Abraço.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
PASSOS
eNTÃO...
São 17h09. Faz dias que não escrevo, embora estivesse com muita vontade dizer algumas coisas. Estou ouvindo Ney Matogrosso e pensando, como sempre, na vida. Conscientizo-me mais ainda do quão sou exigente, desconfiado e sozinho. Ao mesmo tempo próximo e distante. Feliz, contudo.
A vida se nos oferece um leque enorme de possibilidades. Nós é que decidimos o caminho a seguir. Nunca sabemos com precisão quais serão as consequências. Se boas ou más, o tempo e a história responder-nos-ão. Só não dá pra estagnar diantes das opções, nem por medo, nem por preguiça.
É nessas horas que admiro figuras profundamente emblemáticas da música e da arte. Não raro criticadas ou apedrejadas por cristãos carolas cuja visão de mundo é limitada por uma fé infantil ou maniqueísta. Claro que não aprovo atitudes contrárias à fé e à piedade cristãs, mas me extasia a inteligência e a coragem como tais indivíduos souberam ler seu momento e tomar decisões, ainda que erradas.
Nem era sobre isso que eu gostaria de escrever, mas foi isso que fluiu. Paciência, né? Querido ledor, Deus o abençoe.
São 17h09. Faz dias que não escrevo, embora estivesse com muita vontade dizer algumas coisas. Estou ouvindo Ney Matogrosso e pensando, como sempre, na vida. Conscientizo-me mais ainda do quão sou exigente, desconfiado e sozinho. Ao mesmo tempo próximo e distante. Feliz, contudo.
A vida se nos oferece um leque enorme de possibilidades. Nós é que decidimos o caminho a seguir. Nunca sabemos com precisão quais serão as consequências. Se boas ou más, o tempo e a história responder-nos-ão. Só não dá pra estagnar diantes das opções, nem por medo, nem por preguiça.
É nessas horas que admiro figuras profundamente emblemáticas da música e da arte. Não raro criticadas ou apedrejadas por cristãos carolas cuja visão de mundo é limitada por uma fé infantil ou maniqueísta. Claro que não aprovo atitudes contrárias à fé e à piedade cristãs, mas me extasia a inteligência e a coragem como tais indivíduos souberam ler seu momento e tomar decisões, ainda que erradas.
Nem era sobre isso que eu gostaria de escrever, mas foi isso que fluiu. Paciência, né? Querido ledor, Deus o abençoe.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
MALFEITO FEITO
eNTÃO...
A celebração foi bonita. Houve alguns furos causados por desencontros entre o presidente e a equipe. Essa gente não conversa antes e obrigada o povo a assistir constrangimentos (rsrsrsrsrs). Estou brincando. Todo mundo se dedicou bastante, erros acontecem mesmo, fazem parte.
Os fiéis mostraram-se emocionados em vários momentos.
A decoração estava realmente marcante. Houve quem reclamasse da ausência de um arranjo em frente à imagem do Sagrado Coração. Todavia, a proposta era que não tivesse mesmo.
As crianças decoraram bem os gestos, as poesias e as músicas. Abstenho-me de fazer outros comentário.
OBS.: Pessoal, esse texto é pura informação. Não é reflexivo, com os outros. Talvez, em outro momento eu fale sobre o que senti durante a coroação. Por hoje, não.
Deus abençoe a todos.

A celebração foi bonita. Houve alguns furos causados por desencontros entre o presidente e a equipe. Essa gente não conversa antes e obrigada o povo a assistir constrangimentos (rsrsrsrsrs). Estou brincando. Todo mundo se dedicou bastante, erros acontecem mesmo, fazem parte.
Os fiéis mostraram-se emocionados em vários momentos.
A decoração estava realmente marcante. Houve quem reclamasse da ausência de um arranjo em frente à imagem do Sagrado Coração. Todavia, a proposta era que não tivesse mesmo.
As crianças decoraram bem os gestos, as poesias e as músicas. Abstenho-me de fazer outros comentário.
OBS.: Pessoal, esse texto é pura informação. Não é reflexivo, com os outros. Talvez, em outro momento eu fale sobre o que senti durante a coroação. Por hoje, não.
Deus abençoe a todos.

domingo, 29 de maio de 2011
PIEDADE POPULAR
eNTÃO...
São 11h01. Daqui a pouco iremos almoçar na casa de uma querida amiga. À noite as crianças da comunidade irão coroar a imagem de Nossa Senhora das Graças. Será um momento bonito de piedade popular.
Essas manifestações de fé são sempre emocionantes, e, às vezes, questionantes também. São ricas de amor, de devoção, de fé verdadeira. Porém, em situações muito particulares, mostram-se estagnações tão pobres de inteligência, cultura e imaginação.
Registro aqui, oficial e publicamente, que meu texto tem nenhuma pretensão de ser crítica ou recado direto a qualquer pessoa. Estou apenas fazendo o que sempre faço, pensando...
Minha história de fé em Maria teve seu início das orações e devoção presentes no dia a dia de minha saudosa mamãe. Depois, na vivência eclesial, aprendi a respeitar e venerar muito mais a pessoa da Virgem Santíssima, não só como mãe ou como intercessora, mas como incomensurável exemplo de vida devota a Deus.
Enfim, sou, sim mariano. Não sou piegas ou carola, por isso. Tenho nada contra quem seja. Sei lá. Só desejo que Maria não seja apenas um amuleto ou um refúgio na vida das pessoas. Sonho que seja um norte, um horizonte, um indicativo. Nunca em si mesma, mas para Cristo Jesus, seu e nosso Senhor.
Amém.
São 11h01. Daqui a pouco iremos almoçar na casa de uma querida amiga. À noite as crianças da comunidade irão coroar a imagem de Nossa Senhora das Graças. Será um momento bonito de piedade popular.
Essas manifestações de fé são sempre emocionantes, e, às vezes, questionantes também. São ricas de amor, de devoção, de fé verdadeira. Porém, em situações muito particulares, mostram-se estagnações tão pobres de inteligência, cultura e imaginação.
Registro aqui, oficial e publicamente, que meu texto tem nenhuma pretensão de ser crítica ou recado direto a qualquer pessoa. Estou apenas fazendo o que sempre faço, pensando...
Minha história de fé em Maria teve seu início das orações e devoção presentes no dia a dia de minha saudosa mamãe. Depois, na vivência eclesial, aprendi a respeitar e venerar muito mais a pessoa da Virgem Santíssima, não só como mãe ou como intercessora, mas como incomensurável exemplo de vida devota a Deus.
Enfim, sou, sim mariano. Não sou piegas ou carola, por isso. Tenho nada contra quem seja. Sei lá. Só desejo que Maria não seja apenas um amuleto ou um refúgio na vida das pessoas. Sonho que seja um norte, um horizonte, um indicativo. Nunca em si mesma, mas para Cristo Jesus, seu e nosso Senhor.
Amém.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
PG - PR
eNTÃO
Ontem, lá em Jacaré Pequeno, andava pela cidade e me lembrava daqueles belos versos: "Eu tenho andado tão sozinho ultimamente que nem vejo em minha frente, nada que me dê prazer..." Não que eu estivesse assim, porém me dava conta uma vez mais do quando a vida é corrida, do quanto as coisas passam depressa...
O autor de tão linda canção afirma sem medo: "As vezes saio a caminhar pela cidade a procura de amizade, vou seguindo a multidão". Imagino quantas pessoas procuram amizade a cada dia. Tenho alguns amigos, sinto falta deles quando longe estão!
Como saber quem é amigo de verdade? Penso que essa questão preocupa muita gente. É difícil estabelecer padrões. Às vezes a gente se confunde, não é? Os mais queridos conseguem nos ferir cruelmente, os menos valorizados nos surpreendem em fraternidade, não raro. Triste é que há quem sente-se totalmente só, sem carinho e sem ter a quem acarinhar.
Desejo mesmo, amigo ledor, que não seja nosso caso jamais. Ao contrário, que se multipliquem nossos amigos e que sempre caiba mais um em nossos relacionamentos diários. Não sou bom nisso, mas desejo que você seja.
Deus o abençoe.
Ontem, lá em Jacaré Pequeno, andava pela cidade e me lembrava daqueles belos versos: "Eu tenho andado tão sozinho ultimamente que nem vejo em minha frente, nada que me dê prazer..." Não que eu estivesse assim, porém me dava conta uma vez mais do quando a vida é corrida, do quanto as coisas passam depressa...
O autor de tão linda canção afirma sem medo: "As vezes saio a caminhar pela cidade a procura de amizade, vou seguindo a multidão". Imagino quantas pessoas procuram amizade a cada dia. Tenho alguns amigos, sinto falta deles quando longe estão!
Como saber quem é amigo de verdade? Penso que essa questão preocupa muita gente. É difícil estabelecer padrões. Às vezes a gente se confunde, não é? Os mais queridos conseguem nos ferir cruelmente, os menos valorizados nos surpreendem em fraternidade, não raro. Triste é que há quem sente-se totalmente só, sem carinho e sem ter a quem acarinhar.
Desejo mesmo, amigo ledor, que não seja nosso caso jamais. Ao contrário, que se multipliquem nossos amigos e que sempre caiba mais um em nossos relacionamentos diários. Não sou bom nisso, mas desejo que você seja.
Deus o abençoe.
domingo, 22 de maio de 2011
DISTANTE E PERTO...
eNTÃO...
São 16h43. Ouço Billie Holiday. Tenho muita coisa pra fazer, mas estou aqui, escrevendo. Sinto vontade de escrever uma peça de teatro. Tenho o enredo e até alguma coisa da direção e do cenário em mente, falta tempo, coragem, confiança.
Hoje, em Bandeirantes, lembramo-nos dos Flintstones. Será que existem vizinhos como aqueles? Parece que a casa de um era a casa do outro. Os problemas de uns eram os problemas dos outros. E por mais que as intempéries da vida tentassem separá-los (não raras vezes brigaram feio e fecharam-se as portas pra si mesmos), sempre se perdoavam e voltavam às boas.
Na infância, nunca pensei nisso. Petizes não fazem tais avaliações morais! Penso, no entanto, que indiferentemente da intenção dos criadores (que não conheço), aquela animação era um testemunho utópico de um desejo presente a aparentemente distante da humanidade hodierna. Ter pontos de referência: aqueles lugares e aquelas pessoas onde sempre nos sentimos em casa! Creio, na minha grande ignorância da alma humana, que a maioria de nós deseja por isso!
Sei lá... Estourei a minha cota de caracteres por hoje. Bedrock não existe de fato. Tomara que em algum outro lugar existam Flintstones e Rubbles, ainda que não com esses nomes. Tomara que a fraternidade entre eles, com altos e baixos, seja sólida, intensa e verdadeira. Tomara que tudo isso não esteja tão longe daqui.
Deus abençoe a todos.
São 16h43. Ouço Billie Holiday. Tenho muita coisa pra fazer, mas estou aqui, escrevendo. Sinto vontade de escrever uma peça de teatro. Tenho o enredo e até alguma coisa da direção e do cenário em mente, falta tempo, coragem, confiança.
Hoje, em Bandeirantes, lembramo-nos dos Flintstones. Será que existem vizinhos como aqueles? Parece que a casa de um era a casa do outro. Os problemas de uns eram os problemas dos outros. E por mais que as intempéries da vida tentassem separá-los (não raras vezes brigaram feio e fecharam-se as portas pra si mesmos), sempre se perdoavam e voltavam às boas.
Na infância, nunca pensei nisso. Petizes não fazem tais avaliações morais! Penso, no entanto, que indiferentemente da intenção dos criadores (que não conheço), aquela animação era um testemunho utópico de um desejo presente a aparentemente distante da humanidade hodierna. Ter pontos de referência: aqueles lugares e aquelas pessoas onde sempre nos sentimos em casa! Creio, na minha grande ignorância da alma humana, que a maioria de nós deseja por isso!
Sei lá... Estourei a minha cota de caracteres por hoje. Bedrock não existe de fato. Tomara que em algum outro lugar existam Flintstones e Rubbles, ainda que não com esses nomes. Tomara que a fraternidade entre eles, com altos e baixos, seja sólida, intensa e verdadeira. Tomara que tudo isso não esteja tão longe daqui.
Deus abençoe a todos.
domingo, 6 de março de 2011
25 ANOS
eNTÃO...
São 15h13. Ouço "Agradecimento". Não consigo deixar de pensar que daqui uma semana tudo estará consumado. A paróquia da qual faço parte terá comemorado seus 25 anos. Será o fim de um ciclo no qual ingressei há apenas oito meses. Será também o início de um novo ciclo!
Meu sentimento é de gratidão a Deus. Não há uma justificativa humana que explique a razão de eu estar aqui e agora. Por que justamente nesse momento? Quiçá um dia Deus responda! Já caí de paraquedas em momentos eclesiais importantes noutros lugares. Fatalmente, com minhas limitações, inexperiência e inseguranças, percebi-me forçado a tomar decisões e a assumir responsabilidades.
Talvez esse seja meu carma! Rsrsrs... Aceito, embora nunca me acostume. Estou feliz e ansioso. Confiante na graça de Deus. Realizado pelos amigos, companheiros e cúmplices que fiz ao longo desses meses e durante essa caminhada rumo ao Jubileu. Confesso suspeitar haver sabotadores em nosso meio. Repito um antigo chavão ouvido nos tempos de adolescência: "o Judas se enforca sozinho". A mim cabe esperar a justiça divina!
No mais, a comunidade construiu muito nesses últimos meses! Foram coisas simples, mas significativas. E penso que o melhor foi a boa vontade demonstrada por tanta gente que vestiu a camisa e abraçou conosco a essa projeto. Gente nova surgiu. Alguns antigos desistiram. Velhos amigos reapareceram. Todavia o passo se manteve e a linha de chegada se aproxima. Não sei como será essa semana, mas a confio nas mãos de Deus. Amém.
São 15h13. Ouço "Agradecimento". Não consigo deixar de pensar que daqui uma semana tudo estará consumado. A paróquia da qual faço parte terá comemorado seus 25 anos. Será o fim de um ciclo no qual ingressei há apenas oito meses. Será também o início de um novo ciclo!
Meu sentimento é de gratidão a Deus. Não há uma justificativa humana que explique a razão de eu estar aqui e agora. Por que justamente nesse momento? Quiçá um dia Deus responda! Já caí de paraquedas em momentos eclesiais importantes noutros lugares. Fatalmente, com minhas limitações, inexperiência e inseguranças, percebi-me forçado a tomar decisões e a assumir responsabilidades.
Talvez esse seja meu carma! Rsrsrs... Aceito, embora nunca me acostume. Estou feliz e ansioso. Confiante na graça de Deus. Realizado pelos amigos, companheiros e cúmplices que fiz ao longo desses meses e durante essa caminhada rumo ao Jubileu. Confesso suspeitar haver sabotadores em nosso meio. Repito um antigo chavão ouvido nos tempos de adolescência: "o Judas se enforca sozinho". A mim cabe esperar a justiça divina!
No mais, a comunidade construiu muito nesses últimos meses! Foram coisas simples, mas significativas. E penso que o melhor foi a boa vontade demonstrada por tanta gente que vestiu a camisa e abraçou conosco a essa projeto. Gente nova surgiu. Alguns antigos desistiram. Velhos amigos reapareceram. Todavia o passo se manteve e a linha de chegada se aproxima. Não sei como será essa semana, mas a confio nas mãos de Deus. Amém.
quarta-feira, 2 de março de 2011
MIGRAÇÕES
eNTÃO...
São 21h08. Ouço o novo cd de Aline Barros. Constantemente aparecem pessoas pedindo alguma doação para voltarem pra casa. É difícil acreditar. Tem cada história impossível, que nem Silvio de Abreu escreveria na novela das sete. Paciência, é o ofício dessa gente. Nós é que devemos estar atentos e espertos.
Há algumas semanas vi um desses migrantes feliz por ter conseguido uma passagem. Ele contava feliz ao vendedor que uma boa alma lhe ajudara. Como eu conhecesse quem o contemplara, não sei se se tratava realmente de boa alma. Hoje, vislumbrei o sorriso doutro desses andarilhos das estradas. Ele dizia: "nem acredito que estou finalmente voltando pra casa". Sorriso e olhar pareciam verdadeiros. Mas, como canta Joanna, "alguma coisa não me convenceu".
Todavia, confesso ter-me compadecido ao imaginar a dureza desse tipo de vida. Estar longe da família, de casa, dos amigos de outrora, só no mundo, à beira de uma estrada, à merce de sol e chuva, ansioso pela bondade de uns e temeroso da maldade de outros. Ademais, doeu-me visualizar os olhos desconfiados daqueles para quem se pedira um socorro. Pior ainda ouvir a dureza e o preconceito evidentes na negativa oriunda de tantos lábios.
Triste vida ou vida triste? Sei lá. Quando adolescente senti vontade de tornar-me mendigo. Não se assuste, querido e fiel ledor: eu sou assim mesmo, penso de tudo e em tudo! Só por Deus, né? Que a Providência Divina cuide desses irmãos peregrinos, dos bons e dos não bons. Que o Senhor não nos permita fazer-lhes mal, nem eles a nós. Amém.
São 21h08. Ouço o novo cd de Aline Barros. Constantemente aparecem pessoas pedindo alguma doação para voltarem pra casa. É difícil acreditar. Tem cada história impossível, que nem Silvio de Abreu escreveria na novela das sete. Paciência, é o ofício dessa gente. Nós é que devemos estar atentos e espertos.
Há algumas semanas vi um desses migrantes feliz por ter conseguido uma passagem. Ele contava feliz ao vendedor que uma boa alma lhe ajudara. Como eu conhecesse quem o contemplara, não sei se se tratava realmente de boa alma. Hoje, vislumbrei o sorriso doutro desses andarilhos das estradas. Ele dizia: "nem acredito que estou finalmente voltando pra casa". Sorriso e olhar pareciam verdadeiros. Mas, como canta Joanna, "alguma coisa não me convenceu".
Todavia, confesso ter-me compadecido ao imaginar a dureza desse tipo de vida. Estar longe da família, de casa, dos amigos de outrora, só no mundo, à beira de uma estrada, à merce de sol e chuva, ansioso pela bondade de uns e temeroso da maldade de outros. Ademais, doeu-me visualizar os olhos desconfiados daqueles para quem se pedira um socorro. Pior ainda ouvir a dureza e o preconceito evidentes na negativa oriunda de tantos lábios.
Triste vida ou vida triste? Sei lá. Quando adolescente senti vontade de tornar-me mendigo. Não se assuste, querido e fiel ledor: eu sou assim mesmo, penso de tudo e em tudo! Só por Deus, né? Que a Providência Divina cuide desses irmãos peregrinos, dos bons e dos não bons. Que o Senhor não nos permita fazer-lhes mal, nem eles a nós. Amém.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
EXPERIÊNCIAS VITAIS
eNTÃO...
São 13h35. Ouço Ney, num cd só com letras do Chico: dois artistas indispensáveis. Estou devendo alguns textos para os leitores do blog: um sobre o caquizeiro, um sobre abraço, um sobre vida noturna. Escreve-los-ei, aguardem e confiem. Hoje soube do suicídio de um amigo: que sensação ruim.
Meus dias andam corridos. Tenho trabalhado bastante, graças a Deus. "É a melhor forma de garantir o leitinho das crianças", rsrsrsrs... Mas vejam, ontem tive a oportunidade de jantar com o arcebispo de Cascavel. A família que o recepcionou convidou-me e fui. Numa casa simples, de gente humilde, cujo carinho e atenção valeram-nos como jóias preciosas. Vitória verdadeira não é ter milhões no banco e sim ter Deus no coração. Não há novidade nesta afirmação, porém é sempre bom recordá-la.
Estar com aquela família foi-me evangelizador. Estar com tão ilustre epíscopo também. Ele é famoso em Jacaré Pequeno, porém é de um tempo em que eu ainda não residia aqui. Encontrei-me com ele em outras oportunidades, sempre, contudo, em ocasiões formais. É um homem muito agradável, ao menos informalmente...
Tenho tentado deixar Deus falar comigo nessas situações de vida. Desejo aprender coisas novas a cada dia: tanto acadêmica quanto vivencialmente. O sorriso, o olhar, as lágrimas, os anseios, a boa vontade, o sofrimento, a esperança, o acolhimento, a rejeição, o desprendimento, a partilha, as sugestões, as críticas, os erros, os acertos, enfim, tudo me influência, faz-me pensar, faz-me rezar... Parece loucura tem horas. Concluo com versos de Gonzaguinha: "é assim o meu jeito de viver o que é amar".
São 13h35. Ouço Ney, num cd só com letras do Chico: dois artistas indispensáveis. Estou devendo alguns textos para os leitores do blog: um sobre o caquizeiro, um sobre abraço, um sobre vida noturna. Escreve-los-ei, aguardem e confiem. Hoje soube do suicídio de um amigo: que sensação ruim.
Meus dias andam corridos. Tenho trabalhado bastante, graças a Deus. "É a melhor forma de garantir o leitinho das crianças", rsrsrsrs... Mas vejam, ontem tive a oportunidade de jantar com o arcebispo de Cascavel. A família que o recepcionou convidou-me e fui. Numa casa simples, de gente humilde, cujo carinho e atenção valeram-nos como jóias preciosas. Vitória verdadeira não é ter milhões no banco e sim ter Deus no coração. Não há novidade nesta afirmação, porém é sempre bom recordá-la.
Estar com aquela família foi-me evangelizador. Estar com tão ilustre epíscopo também. Ele é famoso em Jacaré Pequeno, porém é de um tempo em que eu ainda não residia aqui. Encontrei-me com ele em outras oportunidades, sempre, contudo, em ocasiões formais. É um homem muito agradável, ao menos informalmente...
Tenho tentado deixar Deus falar comigo nessas situações de vida. Desejo aprender coisas novas a cada dia: tanto acadêmica quanto vivencialmente. O sorriso, o olhar, as lágrimas, os anseios, a boa vontade, o sofrimento, a esperança, o acolhimento, a rejeição, o desprendimento, a partilha, as sugestões, as críticas, os erros, os acertos, enfim, tudo me influência, faz-me pensar, faz-me rezar... Parece loucura tem horas. Concluo com versos de Gonzaguinha: "é assim o meu jeito de viver o que é amar".
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