segunda-feira, 14 de julho de 2014

DISTÂNCIA

eNTÃO...


Mais de um ano depois de minha última postagem neste blog, eis-me aqui. Já há dias venho pensando no significado da palavra distância. Ela pode simplesmente representar o espaço existente entre duas coisas, filosoficamente falando, ou se preferirmos o campo da física, dois corpos.

Mas esse espaço, ou seja, esta distância, ela pode ser medida como? Com medidas de comprimento,de metros a anos-luz. Ou então com medidas de tempo, de minutos a milênios. Mas há uma dimensão nesta coisa de distância que tem me incomodado. Como medir o espaço se as coisas não forem corpos, mas forem almas?

É, ledores queridos, às vezes tenho a impressão de que algumas pessoas que fisicamente estão tão distantes, ao mesmo tempo estão por aqui, no meu coração, na minha mente, nas minhas preocupações, no meu afeto. Também há aquelas de cuja distância é mínima hoje, e que aos poucos estão conquistando um espaço em mim e, por conta disso, talvez jamais eu as possa libertar de mim.

Fica aqui, neste meu displicente e barato retorno, a proposta de que você que reflita sobre as distâncias da vida. Para isso, encontre um canto silente, e deixe a voz do céu falar com seu coração. Há proximidade na distância e, não raro, há distância na proximidade.

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